quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Uma senhora por nome Maria Antônia


Uma Senhora por nome Maria Antônia

            São Paulo década de sessenta, vivíamos uma insegurança, pois alguns apoiavam outros não o tão falado regime militar. Para uns foi muito bom, outros não. Até nos dias de hoje temos divergências, e como temos.
            O ano de 1968 foi um momento de forte resistência da classe estudantil, que era majoritariamente contrária ao regime militar Em 1964, houve uma divisão da classe média brasileira que, em cima da propaganda anticomunista e, apoiou a deposição do presidente João Goulart e passou a esperar por uma transição rápida para a democracia.
Nos quatro anos seguintes, sem perspectiva de abertura e diante de uma política econômica recessiva e de sinais de violência por parte dos militares, a maior parte da classe média começou a se posicionar contra o regime militar. Seus filhos, mais de 200 mil estudantes universitários e centenas de milhares secundaristas, seguiam pelo mesmo caminho. A universidade brasileira vivia uma crise de sentido: não servia a quem queria mudanças na sociedade e nem ao capitalismo brasileiro, que vivia uma fase de modernização. As condições de luta no segundo semestre eram mais difíceis: muitos estudantes foram presos e a polícia se empenhava em acabar com as ocupações em universidades.
Pelo fato de abrigar a Faculdade de Filosofia da USP e a Universidade Mackenzie, a rua Maria Antônia, no centro da capital paulista, foi palco da luta entre estudantes de esquerda e de direita, no começo de outubro de 1968. Os estudantes se enfrentavam como podiam - pedras, paus e até bombas - e a polícia assistia a tudo sem intervir. Os estudantes de direita, ligados ao CCC incendiaram o prédio da USP com coquetéis mocotó. Depois de dois dias de enfrentamento, um tiro vindo do prédio do Mackenzie feriu mortalmente o jovem secundarista José Guimarães. Os estudantes da USP, com a camisa ensanguentada do estudante, tomaram as ruas de São Paulo e entraram em choque com a repressão. Ao final do conflito, a polícia invadiu os prédios da USP e do Mackenzie e prendeu dezenas de estudantes.
                Esses conflitos se deu na Rua Maria Antônia em São Paulo. Dona Maria Antônia participou de tudo isso. Os tempos se passaram e ela se casou e muito cedo perdeu seu amado, já eram tempos de paz, a “Democracia”.
Como o tempo se passou, chegou a idade e dona Maria Antônia, como era conhecida, e gostava de ser chamada – Seu nome fez história, triste mas fez, não se casou mais e vários dias por semana após semanas passava com sua bengala, indo pra um lugar ignorado. Não faltava nem vai faltar curiosos para bisbilhotar a vida daquela mulher de mais de 80 anos, estudada, sempre no mesmo horário 18:45 hs passava pelo mesmo lugar a mesma rua e causava curiosidade aos que à viam. Sr José de Almeida um homem de meia idade perguntou certa vez. – Dona Maria pra onde a senhora vai, com todo respeito, linda perfumada? Com um sorriso cansado pelas rugas da idade ela respondeu, sem levantar a cabeça e parar, – Vou encontrar meu Noivo! Um dia movido pela curiosidade (dizem que a curiosidade matou o gato) Sr. José pediu e lhe acompanhou. Demorou para chegarem poucas quadras adiante. Chegando a um velho salão ela entrou, sr José titubeou e entrou também, ambos sentaram, não antes de Dona Maria Antônia se ajoelhar e em poucas palavras dizer em voz alta. – Graças te dou Senhor por me livrastes, de ter mudado minha vida e principalmente ter conhecido o Senhor.  Levantou e disse sorrindo ao Sr. José Acabei de falar com Jesus ele é a fonte de minha existência. Sr José sem entender pergunta – E seu noivo dona Maria Antônia?  - Agora sorrindo ela responde: - Eis que tudo se fez novo, Jesus me transformou e faço parte da NOIVA DO CORDEIRO, sou grata a Ele. Naquela noite Sr. José conheceu Jesus e foi mais uma alma a se converter aos pés do Senhor.
                Misturei realidade com ficção. Espero que a mensagem atinja seu coração.

Pastor Jandiro A Silva, um homem acima de tudo servo do Senhor que luta contra um câncer, mais não solta da Palavra de Deus.

domingo, 18 de novembro de 2018

Novo - O catador de reciclagem e a escada


O catador de reciclagem e a escada

                João Silva foi um homem bem de vida.  Sua empresa ia de vento em polpa, empregados e porque não dizer dinheiro lazer e muita fartura. Poderíamos dizer que estava no topo da escada da vida. Vamos pensar antes em uma simples escada.
                A escada parece ter surgido 2000 anos antes de Cristo. Os egípcios e os hebreus foram os primeiros a construir escadas. O curioso é que elas eram feitas mais como decoração de tumbas e monumentos do que para uso prático. 
         Pelo século X a.C. apareceram as primeiras escadas em Atenas e depois em Roma. No Coliseu Romano havia uma escada abandonada (de cobertura encurvada) que provavelmente foi a primeira a ser construída nesse estilo. Se viajarem ao Egito, irão ver que dentro das pirâmides a escadas, mas não com a mesma finalidade das de hoje, e sim como decoração! A escada com a finalidade de hoje em dia foi aparecer depois de cristo, mas não me pergunte em que pais.
                Voltando ao João (um nome fictício) que achei para minha fictícia história. Certo dia as coisas começaram a não dar certo na empresa do João; Solução simples “Dispensaremos funcionários. João nunca pensou que atrás do seu funcionário existia famílias e mais famílias que viviam do ganho do seu empregado. De pouco a pouco acabaram os funcionários e seus bens já estavam todos comprometidos com dividas. Veio a resposta, perdeu a família e agora não tinha mais nada.
                Com o pouco dinheiro que restou comprou uma carroça, um burro e uma escada, começou a pegar reciclagem na rua. Quando achava comia, sem achado, sem comida vida dura. O que intrigava os que o viam e simplesmente perguntavam. Sr João o burro puxa a carroça que carrega a reciclagem, e a escada pra que serve? Ele sempre respondia. “Pra que eu possa lembrar que já estive lá no topo e não aprendi a me sustentar, por isso cai. Hoje estou em baixo, quem sabe possa um dia alcançar os degraus superiores.
                Moral da história: A escada é um instrumento tanto para subir (devagar) também para descer (bem rápido). Não sei que degrau você está cuide dele, pois demora e é pesado, só que descer é rápido e leva menos tempo.
É uma ficção, só que acontece com muitos.

Pastor Jandiro
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