terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Senhor José Carlos: O orgulhoso


Senhor José Carlos: O orgulhoso

                Na década de 60 em pleno auge dos Beatles, calça boca de sino, e os longos topetes ala Elvis, era o carimbo dos jovens “pra frente”.
                Nessa época na cidade de São Domingos, lá no extremo Norte mais precisamente no Para, vivia Zé Carlos, nada de chamar de José, isso é careta.  Zé Carlos, parecia o grande personagem criado com Zé Bonitinho, o perigote das meninas. Todas tardes de sábado Zé se arrumava, não deixava de passar bons perfumes, Embase nos cabelos para segurar os belos cabelos loiros. Quem viveu nessa época lembrasse muito bem. Pegava seu rádio portátil com capa de couro, (couro legitimo mesmo) e ia digamos paquerar. Era uma boa pessoa, somente tinha um grande defeito era orgulhoso.
                Mais, o que é o orgulho: O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, o que, segundo as religiões e os teólogos consideram, leva ao chamado egoísmo, sendo visto então como uma emoção negativa. Algumas pessoas classificam o orgulho como exagerado quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando o próprio valor pessoal é superestimado, acreditando-se ser melhor ou mais importante do que os outros. Para muitos, o orgulho, na forma negativa, é um sentimento de fraqueza, de necessidade de autoafirmação.  José (desculpe) Zé Carlos tinha tudo isso e mais um pouco, era Narcisista também.   
                Nos bailes de sábado à noite ele se divertia até o amanhecer. Domingo? Passava dormindo, pois na segunda tinha que enfrentar o seu desafio, o trabalho. Era ajudante de empilhador. Trabalhava nas Industrias Brasil lá na Avenida Brasil. Era uma dura jornada até a hora do almoço. Comia depressa e passava a contar suas peripécias. O quê! Sim, aumentava muito.
                O tempo passa e agora com a idade avançada, ele já passou a ser conferente, os Beatles acabaram as calças boca de Sino se foi. Agora em uma posição de chefia tinha que ser tratado não mais como Zé e sim Senhor José Carlos. Só que o orgulho não ficou de lado o bonitão já mais acabado, careca, bigodudo, calças jeans, mudou muito mais as conversas permaneciam.
                Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo, como reconhecimento. É uma forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho ou honra própria pode ser um fator determinante na caminhada para o sucesso no âmbito familiar e profissional. Uma pessoa que tenha orgulho pelos outros costuma ser socialmente vista de uma forma positiva, como uma atitude altruísta.
                Não seja orgulhoso. Mais faça sua história, ela sempre vai ser linda.   
Pastor Jandiro
prjandiro@hotmail.com

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