Senhor
José Carlos: O orgulhoso
Na década de
60 em pleno auge dos Beatles, calça boca de sino, e os longos topetes ala
Elvis, era o carimbo dos jovens “pra frente”.
Nessa
época na cidade de São Domingos, lá no extremo Norte mais precisamente no Para,
vivia Zé Carlos, nada de chamar de José, isso é careta. Zé Carlos, parecia o grande personagem criado
com Zé Bonitinho, o perigote das meninas. Todas tardes de sábado Zé se
arrumava, não deixava de passar bons perfumes, Embase nos cabelos para segurar
os belos cabelos loiros. Quem viveu nessa época lembrasse muito bem. Pegava seu
rádio portátil com capa de couro, (couro legitimo mesmo) e ia digamos paquerar.
Era uma boa pessoa, somente tinha um grande defeito era orgulhoso.
Mais,
o que é o orgulho: O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba,
o que, segundo as religiões e os teólogos consideram, leva
ao chamado egoísmo, sendo visto então como uma emoção negativa. Algumas
pessoas classificam o orgulho como exagerado quando se torna um tipo de
satisfação incondicional ou quando o próprio valor pessoal é superestimado,
acreditando-se ser melhor ou mais importante do que os outros. Para muitos, o
orgulho, na forma negativa, é um sentimento de fraqueza, de necessidade de
autoafirmação. José (desculpe) Zé Carlos
tinha tudo isso e mais um pouco, era Narcisista também.
Nos
bailes de sábado à noite ele se divertia até o amanhecer. Domingo? Passava dormindo,
pois na segunda tinha que enfrentar o seu desafio, o trabalho. Era ajudante de
empilhador. Trabalhava nas Industrias Brasil lá na Avenida Brasil. Era uma dura
jornada até a hora do almoço. Comia depressa e passava a contar suas peripécias.
O quê! Sim, aumentava muito.
O
tempo passa e agora com a idade avançada, ele já passou a ser conferente, os Beatles
acabaram as calças boca de Sino se foi. Agora em uma posição de chefia tinha
que ser tratado não mais como Zé e sim Senhor José Carlos. Só que o orgulho não
ficou de lado o bonitão já mais acabado, careca, bigodudo, calças jeans, mudou
muito mais as conversas permaneciam.
Algumas
pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para
consigo mesmo, como reconhecimento. É uma forma de elogiar a
si próprio, dando forças para evoluir rumo a um projeto de vida mais amplo e
melhor. O orgulho ou honra própria pode ser um fator determinante na caminhada
para o sucesso no âmbito familiar e profissional. Uma pessoa que tenha orgulho
pelos outros costuma ser socialmente vista de uma forma positiva, como uma
atitude altruísta.
Não seja orgulhoso. Mais faça
sua história, ela sempre vai ser linda.
Pastor Jandiro
prjandiro@hotmail.com
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